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Seminário reúne setores público e privado para discutir desafios da gestão de resíduos sólidos

Por ProteGEEr, publicado em 05.07.19, última modificação em 11.07.19

Participaram do evento representantes de municípios, do governo federal e de instituições financeiras   

Para incentivar o debate sobre as oportunidades e desafios para o financiamento de projetos de resíduos sólidos (RSU), o projeto ProteGEEr realizou, nesta terça-feira (2), o seminário Finanças Climáticas e Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos

O evento foi organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) junto à Deutsche GesellschaftfürInternationaleZusammenarbeit (GIZ), coordenadoras do ProteGEEr. Realizado na Universidade Caixa, em Brasília, contou também com o apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e da SITAWI Finanças do Bem. 

Durante o encontro, os participantes puderam compartilhar experiências e ideias para o setor de infraestrutura no Brasil, percepções das instituições financeiras sobre gestão e possibilidades para a agenda de RSU no país. Além disso, durante os painéis, foram abordados temas como oportunidades no mercado de capitais, aprendizados com a concessão de crédito para gestão de RSU em municípios e aberturas para concessões em parcerias público-privadas.

O secretário Nacional de Saneamento do MDR, Jônathas de Castro, enfatizou a necessidade de articulação dos atores para que a gestão de resíduos faça parte da pauta nacional e receba mais atenção. “Ao discutir finanças climáticas e setor de RSU, é importantíssimo olhar não apenaspara os desafios e oportunidades, mas, a partir disso, construir uma agenda positiva voltada para os parceiros centrais”, disse, chamando atenção para a responsabilidade com o público final dos projetos, a população. 

A questão climática  

Um dos focos do evento foi o impacto da gestão eficiente de RSU em questões relacionadas às mudanças climáticas.

Guilherme Teixeira, consultor sênior da empresa SITAWI, apontou que as instituições financeiras podem priorizar projetos de gestão de RSU que tragam benefícios climáticos.Para isso, um dos mecanismos seria definir requisitos mínimos em editais, como a exigência de apresentação de um plano de mudanças climáticas para o projeto e exigir documentos que comprovem a mitigação de impactos e riscos climáticos.  

As apresentações estão disponíveis aqui