TV Câmara

Mar de plástico: consequências da poluição

Por ProteGEEr, publicado em 03.09.18, última modificação em 14.09.18

Programa da TV Câmara aborda a insustentabilidade do consumo e descarte incorreto de resíduos

O problema da poluição causada por produtos plásticos, como embalagens, garrafas e canudos, se deve não somente ao consumo elevado, mas ao tratamento incorreto do material após o seu descarte. A persistência deste cenário gera uma séria de danos ao meio ambiente, ao clima e à saúde. Este foi o tema central do programa Participação Popular, da TV Câmara, transmitido ao vivo, no dia 3 de setembro, e está disponível no site da emissora. Durante o programa, questões como iniciativas de engajamento e mudanças de hábito foram abordadas, além de questionamentos sobre a responsabilidade do governo e as ações que estão sendo desenvolvidas para solucionar este problema no Brasil.

O programa contou com a participação de representantes de entidades envolvidas diretamente no combate à poluição. Entre os convidados, Fernanda Daltro, gerente de campanhas ONU-Meio Ambiente; Denise Seabra - diretora de financiamento de projetos de saneamento da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades (MCID), e Cleusimar Andrade, presidente da Rede Alternativa das Cooperativas do DF.

Políticas públicas para a destinação correta de resíduos e a proteção do clima

No Brasil, a preocupação com o tema, por parte do governo, já se manifesta em iniciativas e projetos para uma gestão mais sustentável de resíduos e por meio da conscientização. No município do Rio de Janeiro, por exemplo, foi proibido o uso de canudos plásticos em comércios. De acordo com Denise Seabra, do MCID, a responsabilidade ambiental para a transformação deste cenário, desde o consumo, até o descarte e o tratamento de resíduos sólidos urbanos, como o plástico, é de todos os cidadãos. Contudo, é preciso promover ações conjuntas para o combate a esses grandes impactos ambientais negativos.

No Ministério das Cidades, por exemplo, a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental tem programas de financiamento de projetos e planos de resíduos para uma gestão mais sustentável nacionalmente. Contudo, a falta de iniciativas para o uso deste orçamento é constante, para Denise, “nós temos boas políticas, mas a execução dessas políticas é difícil. Temos o recurso, mas tem que levar o cidadão a pensar. Quanto mais as pessoas se conscientizarem, menos o poder público vai se endividar pra criar galpões e aterros sanitários para um volume de plástico que não está sendo reciclado”.

Além disso, a diretora destacou a importância da conscientização sobre o impacto dos resíduos na proteção climática. Para ela, o consumo desenfreado e o tratamento incorreto agravam o aquecimento global e os problemas das mudanças climáticas e “isso é um problema que todo mundo tem que ajudar a enfrentar”.