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Visita técnica do ProteGEEr reforça apoio a iniciativas modelo em Brasília

Por ProteGEEr, publicado em 22.03.18, última modificação em 27.04.18
Visita técnica do ProteGEEr reforça apoio a iniciativas modelo em Brasília

Participantes da visita ao aterro sanitário e à Usina de compostagem de Brasília (Créditos: Vitória Souza/ GIZ)

Buscando estabelecer parcerias para promover melhorias na gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU), o ProteGEEr realizou uma visita ao aterro sanitário e à Usina de compostagem de Brasília. Ações do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) com o governo do Distrito Federal, ocupam um importante espaço na transição do modo de gestão dos RSU e na transformação da realidade de trabalhadores e da população.
Na visita, estiveram presentes representantes do Ministério das Cidades, do Ministério do Meio Ambiente e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH GIZ. Além da equipe, o diretor-geral do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha (BMU), Helge Wendenburg participou como convidado.
O encontro demonstra o esforço conjunto dos governos brasileiro e alemão pela mobilização social para o correto manejo dos resíduos sólidos, que fazem parte dos objetivos do ProteGEEr, projeto de Cooperação para a Proteção do Clima na Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos. O projeto é resultado da parceria entre o Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente e a Cooperação alemã, por meio da GIZ.

Ações para o manejo sustentável de resíduos

Após o fechamento oficial do Lixão da Estrutural, o comprometimento do governo do DF com a limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos se reforçou com a inauguração do aterro sanitário de Brasília, localizado em Samambaia. Durante a visita, os representantes tiveram a oportunidade de conhecer a história do aterro, além das ações atuais e previstas pela SLU. A obra com capacidade para mais de 3 mil toneladas de resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos tem enorme potencial e já atua no fortalecimento da coleta seletiva, no aumento da compostagem, no incentivo às ações de boa gestão e ao diálogo com trabalhadores do antigo lixão.
A equipe também foi recebida na Usina de Triagem e Compostagem de Ceilândia, onde o lixo coletado é separado para reciclagem e o material orgânico passa por um tratamento e vira adubo, totalizando quase 600 toneladas de composto por dia.
O diretor-geral Helge Wenderburg ressaltou a importância das iniciativas e do contato com projetos de cooperação para a implementação de ações como essas em todo o Brasil. Para ele, o manejo dos RSU também é de suma importância para a redução dos gases de efeito estufa. “Para nós, os resíduos são recursos, e não apenas lixo, para produção de energia através de uma gestão consciente. É necessário protegê-lo. A Alemanha já é signatária do Protocolo de Kyoto, e atividades como compostagem e biodigestão desses resíduos poderiam ser uma estratégia de fortalecimento do trabalho dos catadores, assim como vi na visita técnica”.