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Pesquisa na USP analisa eficácia da Política Nacional de Resíduos Sólidos em São Paulo

Por ProteGEEr, publicado em 11.01.19, última modificação em 19.02.19
Pesquisa na USP analisa eficácia da Política Nacional de Resíduos Sólidos em São Paulo

Créditos: Portal Saneamento Básico

A pesquisa mostrou que, nesse período, a Prefeitura de São Paulo, utilizando verbas federais, considerou a coleta seletiva 100% implantada em 52 distritos, do total de 96. Já os distritos que apresentavam implantação parcial do sistema eram, em sua maioria, os mais pobres e vulneráveis, considerando variáveis relacionadas a emprego, renda e moradia. Isso demonstra que nos distritos onde o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social é mais alto, a coleta seletiva é menor, e nos que abrigam menos domicílios em situação de vulnerabilidade social, a porcentagem de coleta seletiva é maior.

A pesquisadora cita o exemplo da empresa Hiplan Construções e Serviços de Manutenção Urbana Ltda., “que recebeu quase 50% do montante das verbas federais recebidas pela Prefeitura. A empresa concentrou suas atividades nas subprefeituras do Campo Limpo, da Lapa e do Butantã, variando nessas regiões de 79% a 100% de implantação da coleta seletiva, enquanto que em outras localidades, como Perus, a implantação foi de 5% e 0,05% de coleta efetivamente realizada.”

Outro dado levantado pela pesquisadora foi a queda do índice de implantação da coleta seletiva: em 2016, ano que a Prefeitura alega ter universalizado a coleta seletiva, foi de 2,11%, tendo 97,89% do total coletado destinado a aterro sanitário; já 2017, foi de 2,09%.

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