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Gestão de lixo: revolução 4.0 e criatividade empurram sociedade para um modelo circular

Por ProteGEEr, publicado em 06.09.18, última modificação em 24.09.18
Gestão de lixo: revolução 4.0 e criatividade empurram sociedade para um modelo circular

Créditos: Estadão

Em 2016, mais de 29 milhões de toneladas de lixo urbano foram parar em lixões irregulares ou aterros controlados – locais que não possuem medidas seguras para impedir a poluição e contaminação, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE). Além da grande geração de lixo, o índice de reciclagem ainda é muito baixo e se encontra estagnado há muitos anos. Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), o levantamento de 2016 apontava que apenas 31 milhões de brasileiros (15% da população) tinha acesso a programas municipais de coleta seletiva. A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) em 2010 tentou resolver alguns desses desafios. No entanto, mesmo quando a lei foi implementada em 2014, poucas coisas mudaram de fato quanto ao lixo.

O que é preciso para mudar a gestão de resíduos sólidos no Brasil? Talvez a tecnologia seja um dos expoentes dessa mudança. Os efeitos da 4ª Revolução Industrial na gestão de resíduos foi tema de um debate da Virada Sustentável em São Paulo, no final do mês de agosto. Um dos participantes, Carlos Silva Filho, Presidente da ABRELPE, trabalha no setor há 20 anos e recorda que, nos últimos três, houve uma mudança de mentalidade importante.

“As pessoas estão percebendo que podemos fazer mais. Estamos em uma transição em que a gestão de resíduo deixa de ser gestão de lixo a passa a ser gestão de recursos. É pensar aberto: como que hoje a maior rede de hospedagem do mundo é Airbnb? Ou que existam grandes empresas de transporte urbano como a Uber e Cabify e que não são proprietárias de frota? São esses conceitos que precisamos trazer para a gestão de resíduos. É a criatividade que precisamos despertar, não só em cada um, mas despertar no próprio governo, em parceria com iniciativa privada, para oferecer esses tipos de solução”, relata.

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